Agustinus Athletic Club 1 – 4 Natcho FC
Publicado por Agustinus Athletic Club em 31 Maio 2007
Foi numa tarde de domingo bem quente que Agustinus Athletic Club e Natcho FC se defrontaram pela segunda vez esta temporada. A equipa laranja vinha de dois resultados negativos contra os dois principais adversários e novo resultado negativo significava o fim das esperanças para ainda atingir o primeiro lugar da classificação geral da fase regular. Por outro lado, os Natcho FC depois da derrota pesada na véspera sofrida ante os RV’s precisavam de uma vitória, tanto para levantar a moral da equipa, como para se lançar numa segunda volta que lhe permitisse assegurar o acesso aos playoffs.
A equipa dos Natcho FC apresentou-se na máxima força, faltando apenas o jogador Aurélio Barros, um jogador que este ano não tem tido uma participação efectiva no torneio. Do lado dos A.A.C., Daniel Teles, o grande ausente, assistiu à partida na bancada, após o castigo sofrido decorrente dos incidentes passados no anterior jogo com os Shalom SDR.
Os A.A.C. começaram a partida com o seguinte 5 inicial:
- João Reis
- Pedro Vicente
- Telmo Nabais
- Hugo Lopes
- Luís Trindade
O jogo começou de uma forma muito táctica, com as equipas a primarem pela organização defensiva e trocando a bola com passes certos sem correr grandes riscos. Com o desenrolar da primeira parte, os Natcho FC começaram a sentir que se jogassem com um pouco mais de objectividade, poderiam ganhar vantagem sobre os A.A.C.
E o mote foi dado com um livre directo cobrado por João Nabais que levou a bola ao poste da baliza de João Reis. A partir daqui os Natcho FC começaram a insistir mais nos lances individuais e a criarem situações de enorme perigo com os remates de Vasco Freire a causarem sensação, mas sempre bem correspondidos por João Reis que acabou por estar em grande neste jogo. Os jogadores do A.A.C. muito órfãos no ataque da presença da sua referência Daniel Teles apenas conseguiam responder com um lance ou outro protagonizados por Hugo Lopes ou Telmo Nabais.
Mas, curiosamente, foi num contra-ataque rapidíssimo que os Natcho FC inauguraram o marcador aos 10 minutos. Canto para o A.A.C. que David Carmo segurou com as mãos e de pronto colocou para a velocidade do capitão João Nabais que correu o campo de uma ponta à outra e na cara de João Reis não perdoou. 1-0 para os Natcho FC, um golo que já se justificava.
A partir daqui e até ao intervalo assistiu-se a um domínio por parte dos Natcho FC que controlavam a seu bel prazer a partida perante a passividade do A.A.C. A vantagem poderia mesmo ter sido ampliada quando João Castela, escandalosamente, atirou ao lado da baliza escancarada do A.A.C. perdendo assim a melhor ocasião que até aí tinha surgido para ambas as equipas.
Ao intervalo, 1-0 para os Natcho FC, que pela primeira vez este ano, mostravam contra uma equipa mais forte a fibra que os celebrizou o ano passado e os levou rumo ao título final com Vasco Freire em destaque, bastante bem secundado pelo reforço André Gonçalves.
No recomeço, rapidamente se viram diferenças nos objectivos das duas equipas. Para a equipa do A.A.C. pareceu que o jogo só começou ali enquanto que os Natcho FC, ao sentirem a mudança de agressividade do adversário se encolheram e tomaram uma posição bem mais defensiva. Os primeiros 10 minutos decorreram totalmente numa toada, o A.A.C. atacava e o Natcho FC contra-atacava. Pelo lado do A.A.C. Hugo Lopes e Pedro Vicente iam tentando furar a defesa dos Natcho FC e com combinações rápidas com Telmo Nabais e Luís Trindade podiam ter empatado o jogo. Apesar de tudo, o jogo atacante foi sempre muito trapalhão e as oportunidades eram criadas mais derivado da vontade dos jogadores do que propriamente da primazia como executavam os lances. Os Natcho FC respondiam sempre com Vasco Freire e André Gonçalves que iam colocando em sentido a equipa adversária.
Aos 31 minutos o esforço da equipa do A.A.C. deu frutos. Telmo Nabais recuperou uma bola e lançou-se rapidamente para um ataque individual. Encontrou João Castela pela frente, mas rematou de meia distância uma bola traiçoeira que deixou David Carmo pregado ao chão enquanto viu a bola ir para o fundo da baliza. Era o golo da esperança para o A.A.C. pensando numa eventual reviravolta, golo que Telmo Nabais comemorou de forma efusiva e dedicou ao colega de equipa que se encontrava na bancada, Daniel Teles.
Se se pensou que era o início da reviravolta, imediatamente se percebeu que não ia ser assim pois, a partir deste golo, não mais o A.A.C. logrou criar novas oportunidades de golo. Viu-se, isso sim, uma equipa do Natcho FC ferida com o golo sofrido e que, no pouco tempo que faltava, partiu para cima do adversário causando-lhe muitas dificuldades.
A equipa do A.A.C., com a solidez defensiva que se lhe reconhece, mas especialmente com o seu guardião de alto nível, foi aguentando o empate que mediante as circunstâncias já se reconhecia como sendo um bom resultado.
No entanto, a 4 minutos do final, uma descompensação defensiva permitiu a Vasco Freire experimentar o seu potente remate, completamente à vontade, e com um desvio em Hugo Lopes traiu o guarda-redes João Reis que nada pôde fazer para evitar o 2-1 para o Natcho FC.
Logo de seguida, as coisas complicaram-se bastante para o A.A.C. já que André Gonçalves rematou forte à baliza e, no melhor pano caiu a nódoa, João Reis deixou passar a bola pelo meio das pernas, já que não viu a bola partir e o resultado já tão perto do final do jogo tornou-se demasiado pesado para pensar em reviravoltas.
Até ao final, Telmo Nabais passou para a baliza e o A.A.C. passou a jogar com guarda-redes avançado, mas de nada lhe serviu, visto que ainda sofreriam mais um golo por intermédio de Vítor Madruga, após fífia de Telmo Nabais com a bola nos pés, e só teve que levar a bola do meio campo até ao interior da baliza deserta.
No final o resultado foi de 4-1 para o Natcho FC, um resultado justíssimo pelo que se viu dentro do campo, e em que a ausência de Daniel Teles não serve para justificar esta derrota do A.A.C. tal foi a apatia manifestada dentro de campo.
É o terceiro resultado negativo consecutivo para o A.A.C. que assim se afasta dos dois primeiros lugares. Espera-se que os próximos encontros possam ajudar a ultrapassar esta fase menos boa da equipa que no entanto mantém francas possibilidades de se apurar para o playoff final.
Análise Individual:
João Reis: Foi o destaque da equipa do A.A.C. e foi graças a ele que a derrota não se tornou mais pesada. Se todos tivessem mostrado o seu nível de concentração, talvez as coisas pudessem ter sido diferentes. Ainda assim, mal batido no terceiro golo do Natcho FC.
Telmo Nabais: Foi o autor do único golo e teve ainda um outro lance com um remate acrobático para uma boa defesa de David Carmo. Teve também uma falha no quarto golo do Natcho FC quando jogava a guarda-redes avançado.
Daniel Alfaiate: Tentou espevitar a sua equipa nos momentos de maior adormecimento, e não foram poucos, mas era uma tarde não para o A.A.C. Acabou por não ter nenhum lance de relevância.
Luís Trindade: Começou o encontro de início mas, tal como Daniel Alfaiate, não conseguiu participar em nenhum lance de relevância. Conseguiu enquadrar-se bem no movimento ofensivo da equipa no início da segunda parte.
Hugo Lopes: Foi dos jogadores mais inconformados e quase que conseguia marcar tanto na primeira como na segunda parte. Esteve bem a nível defensivo mas sucumbiu, tal como o resto, na parte final do encontro.
Bruno Correia: Teve uma assistência para Telmo Nabais que quase dava em golo na primeira parte e pouco mais. Ajudou a sua equipa na gestão do esforço mas não dava para mais.
Pedro Vicente: Foi o jogador que mais lutou para mudar a situação que se estava a passar no Ringue dos Lápis e foi o mais activo na segunda parte durante o ascendente da sua equipa. Conseguiu desequilibrar em lances de acção individual mas nenhuma das vezes esse esforço deu fruto, algumas vezes com infelicidade. Foi também o mais acertado a nível defensivo.
Flash Interview:
No final do encontro, Hugo Lopes e o treinador Daniel Alfaiate mostraram os seus pontos de vista relativos à derrota que acabavam de sofrer:
