Após um interregno na competição JAPWin, que foi ocupado com a quase totalidade dos jogos que existiam em atraso, este Domingo, o Ringue dos Lápis voltou a viver uma tarde animada com o jogo entre segundo e terceiro classificados como cabeça de cartaz. O período de pausa no campeonato serviu para o A.A.C. recuperar os jogadores que nas últimas jornadas haviam apresentado algumas limitações físicas, mas também para afinar estratégias para a segunda volta com alguns treinos à porta fechada.
O tempo acabou por se apresentar bom, apesar de o jogo anterior ter sido ameaçado com alguns aguaceiros, mas que não tiveram interferência no piso para o jogo a seguir.
O jogo entre duas das melhores equipas deste torneio contou com a formação do A.A.C. na máxima força enquanto os Shalom tiveram a ausência do guarda redes habitual como o destaque nas ausências. Isso obrigou o temível Carlos Nunes a deslocar-se para a baliza e foi menos uma peça no ataque dos Shalom.
A equipa do A.A.C. alinhou inicialmente com o 5 habitual que conta com João Reis, Pedro Vicente, Telmo Nabais, Hugo Lopes e Daniel Teles.
O jogo abriu com o 1-0 para o A.A.C. logo na primeira jogada do encontro. Foi como entrar a ganhar. Telmo Nabais recebeu a bola com a pressão de um defesa dos Shalom que no entanto deu uma fífia e deixou o jogador da equipa laranja com caminho livre para a baliza. Este na cara do guarda redes atirou de pé esquerdo contra o poste mais perto, mas a bola voltou para Telmo Nabais que, sem apelo nem agravo, rematou para o fundo da baliza. Os Shalom viam-se assim obrigados a ter de correr atrás do prejuízo desde o primeiro minuto. E foi o que fizeram.
A primeira parte foi bastante disputada. Não abundou em oportunidades, mas os jogadores deram tudo em busca do golo. O melhor marcador do campeonato, Rui Ribeiro teve um remate à meia volta, apertado por Telmo Nabais, ao qual João Reis correspondeu com uma enorme defesa, desviando a bola para canto. Na resposta, Telmo Nabais conseguiu uma arrancada com um slalom espectacular sobre um defesa dos Shalom, mas demorou a endereçar a bola para Hugo Lopes que estava sozinho em frente à baliza e, quando o fez, já Hugo Lopes se encontrava desenquadrado com a baliza.
No outro lado do campo, Bruno Correia fez um passe arriscado para o centro do terreno e deixou Rui Ribeiro isolado na cara de João Reis, mas o goleador dos Shalom atirou cruzado a rasar o poste da baliza do A.A.C.
E desta forma se chegou ao intervalo, com o A.A.C. com uma vantagem de um golo alcançada pela eficácia atacante e bem defendida com uma rápida reposição dos jogadores quando perdiam a bola, fantástica exibição de João Reis e, porque não dizê-lo, com alguma sorte. O jogo não tinha porém acabado e adivinhava-se uma segunda parte complicada para a equipa dos Agustinus.
A segunda parte começou com a equipa do A.A.C. muito recolhida no seu meio campo e com os Shalom mais pressionantes. Mas apesar de não conseguir expor o seu futebol atacante, o A.A.C. manteve a organização defensiva e os Shalom não conseguiam furar até à baliza. E foi Luís Trindade do A.A.C. que podia ter aumentado a vantagem ao surgir na cara do guarda-redes dos Shalom mas o seu remate de pé esquerdo saiu ao lado da baliza. Também Daniel Teles, na sequência de um canto, surgiu em boa posição, mas atirou ao poste da baliza dos Shalom.
O rumo do jogo mantinha-se até que, aos 29 minutos, um contra ataque fulminante dos Shalom foi fatal, com Rui Ribeiro, na cara de João Reis, a não se fazer rogado e a atirar para o fundo da baliza do A.A.C. Era o empate na única desconcentração da equipa laranja na segunda parte. E foi um golpe duro para a equipa do A.A.C. que logo na jogada seguinte voltou a deixar Rui Ribeiro na cara de João Reis, que desta vez contornou o guardião dos Agustinus e meteu no meio para Daniel Martins, de baliza aberta, concluir a revolta no marcador.
A 10 minutos do fim, a equipa do A.A.C. via-se numa desvantagem repentina quando um minuto antes se encontrava a vencer. A reacção, no entanto, foi boa e o A.A.C. lançou-se para cima do adversário. Mas de oportunidades concretas, apenas um remate de Daniel Teles que o guarda redes conseguiu defender para a frente e a defesa aliviou.
A 5 minutos do fim surgiu o merecido empate. Daniel Teles na esquerda meteu pelo ar a bola na área onde apareceu Telmo Nabais desmarcado a desviar a bola de cabeça para o fundo da baliza sem dar grandes chances ao guarda-redes Carlos Nunes. Era o bis do jogador do A.A.C. e o empate na partida.
Até final as despesas do jogo foram da equipa da casa que, perante os seus adeptos, tudo fez para chegar à vitória. O golo podia ter chegado, mais ainda quando a menos de dois minutos do final, um jogador dos Shalom foi expulso, mas a equipa do A.A.C. não soube aproveitar e, desta forma, o jogo terminou, com as duas equipas a repetirem o resultado e o espectáculo da primeira volta. Seguramente, quem esteve no Ringue dos Lápis no domingo à tarde não deu o tempo como mal empregue. Ambas as equipas perderam dois pontos na perseguição aos RV’s que antes tinham vencido o seu jogo e detêm agora sobre os Shalom e A.A.C. quatro e cinco pontos de vantagem, respectivamente.
O A.A.C. continua na senda dos bons resultados e exibições e continua a mostrar-se capaz de se bater com qualquer equipa, embora agora já não esteja dependente apenas de si própria para atingir o primeiro lugar da classificação geral. Na próxima jornada, haverá um escaldante embate contra os campeões do ano passado Natcho FC.
Análise Individual:
João Reis: O guarda redes da nossa equipa esteve em grande e conseguiu algumas defesas importantíssimas para o jogo do A.A.C. principalmente na primeira parte.
Pedro Vicente: Manteve a regularidade habitual, tanto nas recuperações de bola como a levar a bola para o ataque.
Telmo Nabais: Arrancou talvez a sua melhor exibição no campeonato. Marcou dois golos, um deles o mais rápido do torneio e esteve inexcedível como líder da defesa dos Agustinus. Muito massacrado com faltas do adversário.
Hugo Lopes: O mito acabou neste jogo. Hugo Lopes não marcou como havia feito em todos os jogos até aqui mas assumiu bem o papel de cérebro da equipa.
Daniel Teles: Completamente apagado durante o encontro, pareceu à deriva em campo e conseguiu salvar o dia com a assistência primorosa para o segundo golo.
Daniel Alfaiate: Não esteve muito tempo em campo e deu sempre a ideia de a bola queimar os pés quando pressionado pelo adversário.
Bruno Correia: Foi uma exibição esforçada, mas com algumas falhas que poderiam ter deitado tudo a perder.
Luís Trindade: Enquadrou-se bem nos movimentos da defesa laranja e acabou por ter uma oportunidade na frente, mas que acabou por falhar.
Flash Interview:
No final do encontro, Bruno Correia e o treinador Daniel Alfaiate manifestaram a sua opinião relativa ao jogo e aos acontecimentos a ele associados:
