Agustinus Athletic Club

Blog oficial da equipa de futsal Agustinus Athletic Club

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    Emblema A.A.C.

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    ClassificaçãoPJ
    1º.Shalom2711
    2º.A.A.C.2612
    3º.RV'S2612
    4º.Natcho FC1510
    5º.CNC DRAST1011
    6º.Bifloretas611
    7º.Pupilos311
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    Telmo Nabais 17 golos
    Daniel Teles 14 golos
    Luís Trindade 13 golos
    Hugo Lopes 12 golos
    Pedro Vicente 9 golos
    Bruno Correia 4 golos
    Daniel Alfaiate 3 golos
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    Novembro 2009
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    À espera da definição dos quadros de playoffs...
  • Calendário

    À espera da definição dos quadros de playoffs...
  • Resultados

    Natcho FC 3 x A.A.C. 4
    27/01/2007

    Shalom 2 x A.A.C. 2
    28/01/2007

    A.A.C. 10 x Bifloretas 0
    04/02/2007

    CNC DRAST 2 x
    A.A.C. 4
    20/02/2007

    A.A.C. 9 x Pupilos 1
    25/02/2007

    A.A.C. 1 x RV'S 2
    04/03/2007

    A.A.C. 2 x Shalom 2
    25/03/2007

    A.A.C. 1 x Natcho FC 4
    15/04/2007

    Bifloretas Católicas 3 x
    A.A.C. 15
    22/04/2007

    Pupilos do Porra 2 x
    A.A.C. 9
    13/05/2007

    RV's 2 x
    A.A.C. 5
    09/06/2007

    A.A.C. 8 x
    CNC DRAST 2
    10/06/2007



    Playoff:

    RV's 1 x
    A.A.C. 3
    08/07/2007

Bifloretas Católicas 3 – 15 Agustinus Athletic Club

Publicado por Agustinus Athletic Club em 7 Junho 2007

Foi debaixo de um sol tórrido que os Agustinus Athletic Club defrontaram os Bifloretas Católicas, no Campo dos Salesianos, em Tires, perto de São Domingos de Rana. Depois da goleada sofrida no fim de semana antes, os A.A.C. apresentaram-se na disposição de lavar a imagem frente a uma formação que teoricamente seria mais frágil. Os destaques foram o regresso ansiado de Daniel Teles após cumprir jogo de castigo, assim como a ausência do guarda-redes João Reis que, novamente por motivos profissionais, não pôde comparecer neste jogo. De notar ainda a ausência de Bruno Correia.

Telmo Nabais, que tem substituído na baliza o seu colega sempre que este não pode alinhar, voltou a defender as redes da equipa laranja.

O 5 inicial foi composto por:

  • Telmo Nabais
  • Daniel Teles
  • Daniel Alfaiate
  • Pedro Vicente
  • Luís Trindade

Do jogo não há muito a contar. Foi de sentido único. O A.A.C. começou a atacar e acabou a atacar. Pelo meio ainda atacou e sofreu 3 golos nas únicas desatenções do encontro.

De início os ataques sucederam-se sem grande fluência mas, após a entrada de Hugo Lopes para dentro do campo, as oportunidades surgiram em catadupa e umas foram concretizadas e muitas outras passaram perto da baliza ou foram defendidas por Sérgio Gonçalves.

Na primeira parte, os golos foram apontados por Pedro Vicente aos 7 minutos seguido por Daniel Teles no mesmo minuto, Luís Trindade abriu a sua conta pessoal aos 9 minutos, Daniel Teles aos 10 e aos 12, bisando logo de seguida Luís Trindade. Aos 15 minutos, Miguel Silveira reduziu para 1-6, mas logo de seguida, Hugo Lopes, que até então tinha estado excelente nas assistências para golo, apontou também o seu aos 16 minutos, estabelecendo o 1-7 com que se chegou ao intervalo.

No descanso, Daniel Alfaiate um pouco tocado na perna direita, passou para a baliza, ficando Telmo Nabais disponível para a frente da sua equipa.

E o jogador entrou endiabrado na segunda parte. Na verdade, o início de segunda parte do A.A.C. foi demolidor. A qualidade de jogo foi tanta que vezes houve em que os jogadores dos Bifloretas Católicas andaram à procura da bola sem saberem onde ela andava.

Hugo Lopes manteve-se exímio nas assistências para os seus companheiros, bastante bem secundado por Daniel Teles. Luís Trindade e, principalmente, Telmo Nabais encarregaram-se das despesas na finalização. Senão vejamos.

Ainda se ouvia o eco do apito para o início da segunda parte na serra de Sintra e já Telmo Nabais apontava o seu primeiro golo da tarde. Aos 21 minutos novo golo do jogador mais veterano do A.A.C. Aos 22, Hugo Lopes fez o 1-10. No minuto seguinte, Pedro Vicente a mostrar a sua qualidade ao apontar novo golo para o A.A.C. Aos 25 foi a vez de Telmo Nabais voltar a marcar seguido de Luís Trindade no minuto seguinte.

E foi quando abrandaram os jogadores às ordens de Daniel Alfaiate. A partir daqui descansaram um pouco e deram a iniciativa aos Bifloretas Católicas, actuando em contra ataque. Pedro Trindade destacou-se então, pela equipa adversária neste período.

Aos 30 minutos, João Pedro Botelho apontou o 2-13. Após uma fase de jogo muito dura por parte da equipa da casa, aos 38 minutos o 3-13 surgiu por Pedro Trindade, o melhor marcador dos Bifloretas Católicas.

No mesmo minuto, Telmo Nabais concluiu da melhor forma uma jogada individual que coroou da melhor forma uma exibição na segunda parte que o levou a ser considerado o melhor em campo. Ainda a acabar, no último minuto, Luís Trindade apontou o seu quarto golo da tarde e cifrou o resultado final em 3-15.

Foi uma vitória fácil para o A.A.C. que, com esta demostração de força, mostrou que não é um adversário acabado, apesar dos últimos resultados negativos, e assegurou desta forma a passagem aos playoffs do torneio.

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Agustinus Athletic Club 1 – 4 Natcho FC

Publicado por Agustinus Athletic Club em 31 Maio 2007

Foi numa tarde de domingo bem quente que Agustinus Athletic Club e Natcho FC se defrontaram pela segunda vez esta temporada. A equipa laranja vinha de dois resultados negativos contra os dois principais adversários e novo resultado negativo significava o fim das esperanças para ainda atingir o primeiro lugar da classificação geral da fase regular. Por outro lado, os Natcho FC depois da derrota pesada na véspera sofrida ante os RV’s precisavam de uma vitória, tanto para levantar a moral da equipa, como para se lançar numa segunda volta que lhe permitisse assegurar o acesso aos playoffs.

A equipa dos Natcho FC apresentou-se na máxima força, faltando apenas o jogador Aurélio Barros, um jogador que este ano não tem tido uma participação efectiva no torneio. Do lado dos A.A.C., Daniel Teles, o grande ausente, assistiu à partida na bancada, após o castigo sofrido decorrente dos incidentes passados no anterior jogo com os Shalom SDR.

Os A.A.C. começaram a partida com o seguinte 5 inicial:

  • João Reis
  • Pedro Vicente
  • Telmo Nabais
  • Hugo Lopes
  • Luís Trindade

O jogo começou de uma forma muito táctica, com as equipas a primarem pela organização defensiva e trocando a bola com passes certos sem correr grandes riscos. Com o desenrolar da primeira parte, os Natcho FC começaram a sentir que se jogassem com um pouco mais de objectividade, poderiam ganhar vantagem sobre os A.A.C.

E o mote foi dado com um livre directo cobrado por João Nabais que levou a bola ao poste da baliza de João Reis. A partir daqui os Natcho FC começaram a insistir mais nos lances individuais e a criarem situações de enorme perigo com os remates de Vasco Freire a causarem sensação, mas sempre bem correspondidos por João Reis que acabou por estar em grande neste jogo. Os jogadores do A.A.C. muito órfãos no ataque da presença da sua referência Daniel Teles apenas conseguiam responder com um lance ou outro protagonizados por Hugo Lopes ou Telmo Nabais.

Mas, curiosamente, foi num contra-ataque rapidíssimo que os Natcho FC inauguraram o marcador aos 10 minutos. Canto para o A.A.C. que David Carmo segurou com as mãos e de pronto colocou para a velocidade do capitão João Nabais que correu o campo de uma ponta à outra e na cara de João Reis não perdoou. 1-0 para os Natcho FC, um golo que já se justificava.

A partir daqui e até ao intervalo assistiu-se a um domínio por parte dos Natcho FC que controlavam a seu bel prazer a partida perante a passividade do A.A.C. A vantagem poderia mesmo ter sido ampliada quando João Castela, escandalosamente, atirou ao lado da baliza escancarada do A.A.C. perdendo assim a melhor ocasião que até aí tinha surgido para ambas as equipas.

Ao intervalo, 1-0 para os Natcho FC, que pela primeira vez este ano, mostravam contra uma equipa mais forte a fibra que os celebrizou o ano passado e os levou rumo ao título final com Vasco Freire em destaque, bastante bem secundado pelo reforço André Gonçalves.

No recomeço, rapidamente se viram diferenças nos objectivos das duas equipas. Para a equipa do A.A.C. pareceu que o jogo só começou ali enquanto que os Natcho FC, ao sentirem a mudança de agressividade do adversário se encolheram e tomaram uma posição bem mais defensiva. Os primeiros 10 minutos decorreram totalmente numa toada, o A.A.C. atacava e o Natcho FC contra-atacava. Pelo lado do A.A.C. Hugo Lopes e Pedro Vicente iam tentando furar a defesa dos Natcho FC e com combinações rápidas com Telmo Nabais e Luís Trindade podiam ter empatado o jogo. Apesar de tudo, o jogo atacante foi sempre muito trapalhão e as oportunidades eram criadas mais derivado da vontade dos jogadores do que propriamente da primazia como executavam os lances. Os Natcho FC respondiam sempre com Vasco Freire e André Gonçalves que iam colocando em sentido a equipa adversária.

Aos 31 minutos o esforço da equipa do A.A.C. deu frutos. Telmo Nabais recuperou uma bola e lançou-se rapidamente para um ataque individual. Encontrou João Castela pela frente, mas rematou de meia distância uma bola traiçoeira que deixou David Carmo pregado ao chão enquanto viu a bola ir para o fundo da baliza. Era o golo da esperança para o A.A.C. pensando numa eventual reviravolta, golo que Telmo Nabais comemorou de forma efusiva e dedicou ao colega de equipa que se encontrava na bancada, Daniel Teles.

Se se pensou que era o início da reviravolta, imediatamente se percebeu que não ia ser assim pois, a partir deste golo, não mais o A.A.C. logrou criar novas oportunidades de golo. Viu-se, isso sim, uma equipa do Natcho FC ferida com o golo sofrido e que, no pouco tempo que faltava, partiu para cima do adversário causando-lhe muitas dificuldades.

A equipa do A.A.C., com a solidez defensiva que se lhe reconhece, mas especialmente com o seu guardião de alto nível, foi aguentando o empate que mediante as circunstâncias já se reconhecia como sendo um bom resultado.

No entanto, a 4 minutos do final, uma descompensação defensiva permitiu a Vasco Freire experimentar o seu potente remate, completamente à vontade, e com um desvio em Hugo Lopes traiu o guarda-redes João Reis que nada pôde fazer para evitar o 2-1 para o Natcho FC.

Logo de seguida, as coisas complicaram-se bastante para o A.A.C. já que André Gonçalves rematou forte à baliza e, no melhor pano caiu a nódoa, João Reis deixou passar a bola pelo meio das pernas, já que não viu a bola partir e o resultado já tão perto do final do jogo tornou-se demasiado pesado para pensar em reviravoltas.

Até ao final, Telmo Nabais passou para a baliza e o A.A.C. passou a jogar com guarda-redes avançado, mas de nada lhe serviu, visto que ainda sofreriam mais um golo por intermédio de Vítor Madruga, após fífia de Telmo Nabais com a bola nos pés, e só teve que levar a bola do meio campo até ao interior da baliza deserta.

No final o resultado foi de 4-1 para o Natcho FC, um resultado justíssimo pelo que se viu dentro do campo, e em que a ausência de Daniel Teles não serve para justificar esta derrota do A.A.C. tal foi a apatia manifestada dentro de campo.

É o terceiro resultado negativo consecutivo para o A.A.C. que assim se afasta dos dois primeiros lugares. Espera-se que os próximos encontros possam ajudar a ultrapassar esta fase menos boa da equipa que no entanto mantém francas possibilidades de se apurar para o playoff final.

Análise Individual:

João Reis: Foi o destaque da equipa do A.A.C. e foi graças a ele que a derrota não se tornou mais pesada. Se todos tivessem mostrado o seu nível de concentração, talvez as coisas pudessem ter sido diferentes. Ainda assim, mal batido no terceiro golo do Natcho FC.

Telmo Nabais: Foi o autor do único golo e teve ainda um outro lance com um remate acrobático para uma boa defesa de David Carmo. Teve também uma falha no quarto golo do Natcho FC quando jogava a guarda-redes avançado.

Daniel Alfaiate: Tentou espevitar a sua equipa nos momentos de maior adormecimento, e não foram poucos, mas era uma tarde não para o A.A.C. Acabou por não ter nenhum lance de relevância.

Luís Trindade: Começou o encontro de início mas, tal como Daniel Alfaiate, não conseguiu participar em nenhum lance de relevância. Conseguiu enquadrar-se bem no movimento ofensivo da equipa no início da segunda parte.

Hugo Lopes: Foi dos jogadores mais inconformados e quase que conseguia marcar tanto na primeira como na segunda parte. Esteve bem a nível defensivo mas sucumbiu, tal como o resto, na parte final do encontro.

Bruno Correia: Teve uma assistência para Telmo Nabais que quase dava em golo na primeira parte e pouco mais. Ajudou a sua equipa na gestão do esforço mas não dava para mais.

Pedro Vicente: Foi o jogador que mais lutou para mudar a situação que se estava a passar no Ringue dos Lápis e foi o mais activo na segunda parte durante o ascendente da sua equipa. Conseguiu desequilibrar em lances de acção individual mas nenhuma das vezes esse esforço deu fruto, algumas vezes com infelicidade. Foi também o mais acertado a nível defensivo.

Flash Interview:

No final do encontro, Hugo Lopes e o treinador Daniel Alfaiate mostraram os seus pontos de vista relativos à derrota que acabavam de sofrer:

Carregue aqui para assistir às declarações no final do jogo

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Redacção parada

Publicado por Agustinus Athletic Club em 24 Abril 2007

O outro lado da redacção

Para aqueles que já estranham a falta das crónicas dos últimos jogos do Agustinus Athletic Club e se interrogam sobre o que estará a acontecer, a equipa de redacção do nosso site pede imensas desculpas e justifica estes atrasos pelo facto de não ter tido mãos a medir na semana passada, possibilitando que a saída de uma crónica implicasse a falta de qualidade da mesma, algo a que não quisemos sujeitar os nossos leitores.

Desta forma fica a promessa da publicação para esta semana da crónica da derrota frente aos Natcho FC e também da vitória no campo dos Salesianos frente aos Bifloretas Católicas.

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Futsal espectáculo

Publicado por Agustinus Athletic Club em 12 Abril 2007

Portão dos Lápis

Está na hora… No próximo domingo às 16h30, num ringue onde já se assistiram a muitos golos, de várias formas e feitios, tal como as cores dos lápis que formam o seu velhinho portão, ir-se-ão encontrar duas das melhores equipas deste torneio. E de que cor irão os lápis pintar o próximo embate entre os laranjas Agustinus Athletic Club e os rosas Natcho FC? Acima de tudo, espera-se um grande jogo de futsal, tendo em conta o que se passou nos confrontos anteriores entre estas duas equipas, cuja estatística não favorece nenhuma das duas, mas também o que ambas têm mostrado durante o torneio.

De facto, quando A.A.C. e Natcho FC se defrontaram no passado, o espectáculo foi emocionante e jogado com paixão deixando sempre os amantes de futsal agradados com o que se passou no campo.

Os Natcho FC são os actuais detentores do título e prometem uma segunda volta mais dignificante que a primeira em termos de resultados. A sua estrela João Nabais é um dos atractivos para este jogo, podendo por si só resolver um jogo em favor da sua equipa. Mas esta equipa assenta também na eficácia defensiva de João Castela, na garra de André Gonçalves, na velocidade e forte pontapé de Vasco Freire e ainda em David Lourenço que descobriu neste torneio uma veia goleadora nunca antes vista. O jogo que farão de véspera contra os RV’s terá algo a dizer na forma como esta equipa se irá apresentar, tanto a nível físico como a nível moral.

Do outro lado, a nossa equipa, jogando em casa, e que não conseguiu vencer os dois últimos jogos, tenta o regresso às vitórias e o reaproximar ao topo da classificação. Depois de uma derrota imerecida contra os RV’s e um empate contra os Shalom SDR, o A.A.C. vai apresentar-se com uma baixa de vulto. Daniel Teles, envolvido em incidentes com Ricardo Silveira durante o decorrer do último jogo contra os Shalom, foi castigado com um jogo de suspensão e não vai poder alinhar contra os Natcho FC. Apesar da ausência do virtuoso jogador, espera-se muito de João Reis na manutenção da inviolabilidade das suas redes, de Pedro Vicente nos desequilíbrios individuais, da estrelinha na finalização de Hugo Lopes, da experiência de Telmo Nabais e Daniel Alfaiate, o remate e abnegação defensiva de Luís Trindade e a alma de Bruno Correia.

Que vença o melhor… e que o melhor seja o A.A.C.!!!

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Agustinus Athletic Club 2 – 2 Shalom SDR

Publicado por Agustinus Athletic Club em 28 Março 2007

Foto Shalom

Após um interregno na competição JAPWin, que foi ocupado com a quase totalidade dos jogos que existiam em atraso, este Domingo, o Ringue dos Lápis voltou a viver uma tarde animada com o jogo entre segundo e terceiro classificados como cabeça de cartaz. O período de pausa no campeonato serviu para o A.A.C. recuperar os jogadores que nas últimas jornadas haviam apresentado algumas limitações físicas, mas também para afinar estratégias para a segunda volta com alguns treinos à porta fechada.

O tempo acabou por se apresentar bom, apesar de o jogo anterior ter sido ameaçado com alguns aguaceiros, mas que não tiveram interferência no piso para o jogo a seguir.

O jogo entre duas das melhores equipas deste torneio contou com a formação do A.A.C. na máxima força enquanto os Shalom tiveram a ausência do guarda redes habitual como o destaque nas ausências. Isso obrigou o temível Carlos Nunes a deslocar-se para a baliza e foi menos uma peça no ataque dos Shalom.

A equipa do A.A.C. alinhou inicialmente com o 5 habitual que conta com João Reis, Pedro Vicente, Telmo Nabais, Hugo Lopes e Daniel Teles.

O jogo abriu com o 1-0 para o A.A.C. logo na primeira jogada do encontro. Foi como entrar a ganhar. Telmo Nabais recebeu a bola com a pressão de um defesa dos Shalom que no entanto deu uma fífia e deixou o jogador da equipa laranja com caminho livre para a baliza. Este na cara do guarda redes atirou de pé esquerdo contra o poste mais perto, mas a bola voltou para Telmo Nabais que, sem apelo nem agravo, rematou para o fundo da baliza. Os Shalom viam-se assim obrigados a ter de correr atrás do prejuízo desde o primeiro minuto. E foi o que fizeram.

A primeira parte foi bastante disputada. Não abundou em oportunidades, mas os jogadores deram tudo em busca do golo. O melhor marcador do campeonato, Rui Ribeiro teve um remate à meia volta, apertado por Telmo Nabais, ao qual João Reis correspondeu com uma enorme defesa, desviando a bola para canto. Na resposta, Telmo Nabais conseguiu uma arrancada com um slalom espectacular sobre um defesa dos Shalom, mas demorou a endereçar a bola para Hugo Lopes que estava sozinho em frente à baliza e, quando o fez, já Hugo Lopes se encontrava desenquadrado com a baliza.

No outro lado do campo, Bruno Correia fez um passe arriscado para o centro do terreno e deixou Rui Ribeiro isolado na cara de João Reis, mas o goleador dos Shalom atirou cruzado a rasar o poste da baliza do A.A.C.

E desta forma se chegou ao intervalo, com o A.A.C. com uma vantagem de um golo alcançada pela eficácia atacante e bem defendida com uma rápida reposição dos jogadores quando perdiam a bola, fantástica exibição de João Reis e, porque não dizê-lo, com alguma sorte. O jogo não tinha porém acabado e adivinhava-se uma segunda parte complicada para a equipa dos Agustinus.

A segunda parte começou com a equipa do A.A.C. muito recolhida no seu meio campo e com os Shalom mais pressionantes. Mas apesar de não conseguir expor o seu futebol atacante, o A.A.C. manteve a organização defensiva e os Shalom não conseguiam furar até à baliza. E foi Luís Trindade do A.A.C. que podia ter aumentado a vantagem ao surgir na cara do guarda-redes dos Shalom mas o seu remate de pé esquerdo saiu ao lado da baliza. Também Daniel Teles, na sequência de um canto, surgiu em boa posição, mas atirou ao poste da baliza dos Shalom.

O rumo do jogo mantinha-se até que, aos 29 minutos, um contra ataque fulminante dos Shalom foi fatal, com Rui Ribeiro, na cara de João Reis, a não se fazer rogado e a atirar para o fundo da baliza do A.A.C. Era o empate na única desconcentração da equipa laranja na segunda parte. E foi um golpe duro para a equipa do A.A.C. que logo na jogada seguinte voltou a deixar Rui Ribeiro na cara de João Reis, que desta vez contornou o guardião dos Agustinus e meteu no meio para Daniel Martins, de baliza aberta, concluir a revolta no marcador.

A 10 minutos do fim, a equipa do A.A.C. via-se numa desvantagem repentina quando um minuto antes se encontrava a vencer. A reacção, no entanto, foi boa e o A.A.C. lançou-se para cima do adversário. Mas de oportunidades concretas, apenas um remate de Daniel Teles que o guarda redes conseguiu defender para a frente e a defesa aliviou.

A 5 minutos do fim surgiu o merecido empate. Daniel Teles na esquerda meteu pelo ar a bola na área onde apareceu Telmo Nabais desmarcado a desviar a bola de cabeça para o fundo da baliza sem dar grandes chances ao guarda-redes Carlos Nunes. Era o bis do jogador do A.A.C. e o empate na partida.

Até final as despesas do jogo foram da equipa da casa que, perante os seus adeptos, tudo fez para chegar à vitória. O golo podia ter chegado, mais ainda quando a menos de dois minutos do final, um jogador dos Shalom foi expulso, mas a equipa do A.A.C. não soube aproveitar e, desta forma, o jogo terminou, com as duas equipas a repetirem o resultado e o espectáculo da primeira volta. Seguramente, quem esteve no Ringue dos Lápis no domingo à tarde não deu o tempo como mal empregue. Ambas as equipas perderam dois pontos na perseguição aos RV’s que antes tinham vencido o seu jogo e detêm agora sobre os Shalom e A.A.C. quatro e cinco pontos de vantagem, respectivamente.

O A.A.C. continua na senda dos bons resultados e exibições e continua a mostrar-se capaz de se bater com qualquer equipa, embora agora já não esteja dependente apenas de si própria para atingir o primeiro lugar da classificação geral. Na próxima jornada, haverá um escaldante embate contra os campeões do ano passado Natcho FC.

Análise Individual:

João Reis: O guarda redes da nossa equipa esteve em grande e conseguiu algumas defesas importantíssimas para o jogo do A.A.C. principalmente na primeira parte.

Pedro Vicente: Manteve a regularidade habitual, tanto nas recuperações de bola como a levar a bola para o ataque.

Telmo Nabais: Arrancou talvez a sua melhor exibição no campeonato. Marcou dois golos, um deles o mais rápido do torneio e esteve inexcedível como líder da defesa dos Agustinus. Muito massacrado com faltas do adversário.

Hugo Lopes: O mito acabou neste jogo. Hugo Lopes não marcou como havia feito em todos os jogos até aqui mas assumiu bem o papel de cérebro da equipa.

Daniel Teles: Completamente apagado durante o encontro, pareceu à deriva em campo e conseguiu salvar o dia com a assistência primorosa para o segundo golo.

Daniel Alfaiate: Não esteve muito tempo em campo e deu sempre a ideia de a bola queimar os pés quando pressionado pelo adversário.

Bruno Correia: Foi uma exibição esforçada, mas com algumas falhas que poderiam ter deitado tudo a perder.

Luís Trindade: Enquadrou-se bem nos movimentos da defesa laranja e acabou por ter uma oportunidade na frente, mas que acabou por falhar.

Flash Interview:

No final do encontro, Bruno Correia e o treinador Daniel Alfaiate manifestaram a sua opinião relativa ao jogo e aos acontecimentos a ele associados:

Carregue aqui para assistir às declarações no final do jogo

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Agustinus Athletic Club 1 – 2 RV’s

Publicado por Agustinus Athletic Club em 9 Março 2007

Foto RV’s

Finalmente chegou 4 de Março, deverão ter pensado muitos, quando se levantaram da cama no domingo passado. Isto porque tinha chegado o dia em que o embate mais aguardado do campeonato se iria disputar, entre A.A.C. e RV’s. Duas equipas que até à data tinham demonstrado uma grande força colectiva, que se traduzia em bons resultados. Duas equipas que tinham conseguido os mesmos resultados contra as mesmas equipas, com diferenças não substanciais apenas nos números. Duas equipas que aparentavam nos jogos anteriores, uma previsível rivalidade, uma rivalidade saudável.

No entanto, as previsões climatéricas confirmaram-se e a chuva caiu de forma incessante até às 15h. A uma hora e meia do início do jogo, parecia certo que o jogo teria que ser adiado. Mas a partir das 15h, as nuvens abriram e começou nessa altura o trabalho dos responsáveis do A.A.C. de maneira a que o jogo pudesse realizar-se. E realizou-se, com atraso de meia hora, com um piso praticamente seco! As bancadas tiveram menos gente que o habitual, devido ao facto de a maior parte não acreditar na realização do jogo, mas os adeptos fiéis marcaram presença e fizeram a festa do futsal.

A equipa do A.A.C. apresentou-se na máxima força e do lado dos RV’s apenas uma baixa, Daniel Pereira, por motivos desconhecidos. Estavam reunidos os ingredientes para um grande jogo de futsal.

No A.A.C. começou o 5 teoricamente mais forte com João Reis na baliza a resguardar Pedro Vicente, Telmo Nabais, Hugo Lopes e Daniel Teles.

O jogo iniciou-se e logo se percebeu que não era um jogo para facilitismos. Marcações cerradíssimas de parte a parte com destaque para o duelo Bruno Pires – Daniel Teles. As peças encaixaram umas nas outras e só passado algum tempo é que surgiu a primeira oportunidade mas Telmo Nabais, após fugir à marcação, falhou na cara do guarda redes Nuno Machado que foi rapídissimo a fazer a mancha. Logo a seguir foi Luís Trindade quem conseguiu ficar na cara do guarda redes mas novamente o guardião dos RV’s a brilhar com uma excelente defesa.

Com os minutos a passar, os RV’s conseguiram também alguns remates, com destaque para Bruno Pires num remate cruzado, mas nenhuma das bolas levava a direcção da baliza. A primeira parte decorria com grande equilíbrio táctico e sem muitas oportunidades. O jogo era muito pautado e nenhuma das equipas queria oferecer a vantagem à outra.

Quando a primeira parte se aproximava do seu termo mais duas boas oportunidades para os A.A.C. Primeiro Bruno Correia, após boa jogada de envolvimento, surge na cara de Nuno Machado que novamente tapou o ângulo de remate ao jogador do Agustinus. A fechar, uma oferta de Luís Reis fez com que Telmo Nabais se encontrasse num 2 para 1 com Daniel Teles a ajudar e Bruno Pires como adversário, mas foi muito lento a decidir-se pelo remate, e quando o fez Bruno Pires fez um corte importantíssimo.

E assim se chegou ao intervalo, com uma primeira parte muito equilibrada, mas onde as oportunidades mais claras se fizeram sentir junto à baliza de Nuno Machado que já nessa altura se perfilava para ser o melhor jogador em campo.

A segunda parte abriu como tinha acabado a primeira. Perda de bola em zona proibitiva de Carlos Esteves para Telmo Nabais e, num 2 para 1 com os mesmos actores, Telmo Nabais foi lesto a soltar a bola para Daniel Teles mas foi este, desta feita, a demorar tempo a rematar permitindo o corte espectacular de Bruno Pires, o esteio da equipa dos RV’s. Seguiu-se um período com menos oportunidades e mais faltoso em que os RV’s conseguiram explanar o seu futsal com mais tranquilidade, surgindo nesta altura Vítor Duro como o homem que ia tentando rasgar a defesa do A.A.C. mas com pouco sucesso.

Até que o minuto 29 chegou. Bola perdida dentro da área do A.A.C. à mercê de Hugo Lopes e Daniel Teles que ficaram a olhar um para o outro e quem aproveitou foi o antigo jogador da nossa equipa Luís Reis que fuzilou inesperadamente João Reis com um remate cruzado, fazendo desta forma o 1-0. Era o primeiro erro cometido pela equipa laranja e a experiência dos RV’s emergiu em toda a sua completude. O A.A.C. tentou reagir como é seu timbre, mas aos 32 minutos Bruno Pires correu com a bola pela esquerda, fintou um adversário e na cara de João Reis rematou contra o dorso deste, anichando-se devagarinho a bola no fundo da baliza. 2-0 para os RV’s e uma vantagem importantíssima que esta equipa tão perita é a guardar.

Imediatamente foi pedido desconto de tempo pelo A.A.C. que se encontrava um pouco desnorteado com estes dois golos de rajada. A resposta a seguir foi um pressing a todo o campo ao qual os RV’s responderam com muita serenidade na troca de bola. Nesta altura, Telmo Nabais e Vítor Palma viram ambos o cartão amarelo depois de cortes escandalosos com a mão. Logo de seguida com a equipa do A.A.C. toda balanceada no ataque, Carlos Esteves saiu num contra ataque isolado desde o meio campo e na cara do guarda redes João Reis permitiu-lhe uma defesa brilhante.

Os RV’s acumulavam faltas num jogo que se tornava difícil para a dupla de arbitragem David Silva e João Nabais, muito pressionados por ambas as equipas, que entretanto se tinham deixado tomar conta pela emoção do jogo. E finalmente, surgiu o golo do A.A.C. aos 36 minutos pelo inevitável Hugo Lopes. Bola à entrada da área, remate de Hugo Lopes e bola no ângulo da baliza de Nuno Machado, que se encontrava tapado pela acção dum adversário e não terá visto a bola partir.

O jogo que parecia acabado recebia o mote para 4 minutos de grande emoção. Os RV’s pediram desconto de tempo e surgiram organizados defensivamente, mas quase abdicaram do ataque. Foram 4 minutos de destaque para Pedro Vicente e… Nuno Machado. Primeiro, o jogador surgiu isolado mas demorou muito tempo e ainda permitiu o corte a Bruno Pires. Na jogada seguinte, conseguiu fintar este mas o seu remate foi defendido de forma brilhante por Nuno Machado. Mesmo a acabar, Luís Trindade sofreu falta, que era a 6ª dos RV’s. Livre directo e provavelmente a última oportunidade para o A.A.C. ainda chegar ao empate. No frente a frente, Pedro Vicente fez um remate espectacular, forte e colocado, mas Nuno Machado segurou a vitória dos RV’s com um voo ainda mais espectacular.

Foi um jogo de grande nível, e de muita emoção, especialmente pela parte final. O resultado poderia ser o empate se a justiça estivesse em causa, mas no futsal já se sabe que quem comete menos erros e aproveita os do adversário acaba por vencer. Foi o que aconteceu, com a equipa dos RV’s a igualar a do A.A.C. no topo da classificação, com um jogo ainda por disputar. Destaque para o fair-play no final do jogo evidenciado entre as duas equipas que se cumprimentaram respeituosamente.

O A.A.C. encerra assim a primeira volta numa boa posição, com tudo em aberto, apesar de não ter vencido um único jogo contra os candidatos ao título. Agradecemos o apoio dos nossos adeptos e assim esperamos que continue, pois estamos na corrida…

Análise individual:

João Reis: Não foi um jogo com grande trabalho para o guardião do A.A.C. que ainda assim sofreu dois golos sem culpas nos lances e teve ainda uma boa defesa num remate de Carlos Esteves que podia ter dado o 3-0 e acabado com o jogo aí.

Telmo Nabais: Exibição longe dos seus melhores tempos, apresentou-se muito mal fisicamente. Ainda assim esteve ligado a alguns lances de perigo.

Daniel Teles: Esteve completamente seco. Bruno Pires não lhe deu hipóteses na marcação individual que lhe dirigiu durante o encontro. Não está livre de responsabilidades no primeiro golo dos RV’s.

Hugo Lopes: Marcou o golo de honra (alguém esperava o contrário?), mas está também ligado ao primeiro golo dos RV’s. Ainda assim, foi dos que teve maior discernimento com a bola nos pés.

Pedro Vicente: Foi o jogador que mais remou contra a maré. Pena que aquele livre directo não tenha dado golo, pois este jogador já merecia.

Daniel Alfaiate: Esteve mais tempo em campo na primeira parte, onde se integrou nas movimentações de ataque do A.A.C. Na segunda parte, praticamente abdicou de jogar, para se entregar às suas capacidades como técnico da equipa.

Luís Trindade: Teve uma perdida flagrante na primeira parte. Na segunda parte foi importante no desgaste à defesa contrária e sofreu a falta que podia ter dado o 2-2 mesmo no final.

Bruno Correia: Teve também uma perdida incrível na primeira parte. Ao contrário de outros jogos, não se destacou individualmente, mas integrou-se bem no esquema colectivo da equipa.

Flash interview:

No final do encontro, Telmo Nabais e Daniel Alfaiate não esconderam o desapontamento pela derrota. Pedimos desculpa pela qualidade da imagem, mas por dificuldades técnicas inerentes à falta de iluminação, não foi possível apresentar melhores condições:

Carregue aqui para assistir ao flash interview no final do jogo

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Jogo grande

Publicado por Agustinus Athletic Club em 1 Março 2007

S�mbolo A.A.C.

S�mbolo RV’s

É já no próximo fim de semana que termina a primeira volta da liga JAPWin, embora hajam ainda três jogos em atraso. A selecção vem começando a ser feita, e notam-se para já três divisões: RV’s, A.A.C. e Shalom como as únicas em equipas sem derrotas para já, Pupilos do Porra e Bifloretas Católicas como as únicas equipas sem nenhum ponto conquistado, e Natcho FC e CNC DRAST como outsiders e que aparentam uma possível discussão pelo 4º e último lugar de acesso aos tão almejados playoffs.

Nesta última ronda encerra-se o primeiro ciclo de jogos entre o trio da frente, que nos dois jogos em que participaram os Shalom deu sempre empate. Vamos ver se a tendência se mantém entre os A.A.C. e os RV’s ou se alguma destas equipas ganha vantagem em relação às outras neste mini-campeonato. É um jogo de tripla, havendo pressão para os dois lados de não querer ficar para trás, num jogo que não decide nada, mas que tem o importante suplemento moral de poder decidir o campeão da primeira volta.

Prevêem-se duas equipas na máxima força, e os nossos jogadores encontram-se extremamente motivados para esta partida, até pelo facto de jogarem em casa. Pede-se portanto a comparência de todos os que possam estar no próximo domingo, dia 4 de Março, às 16h30, no Ringue dos Lápis para incentivarem a nossa equipa num jogo extremamente difícil e importante.

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Agustinus Athletic Club 9 – 1 Pupilos do Porra

Publicado por Agustinus Athletic Club em 1 Março 2007

Equipa contra Pupilos do Porra

Com o clima tropical que vai assolando o nosso país, assim foi o domingo passado a nível climatérico. Alta instabilidade atmosférica fez com que períodos de aguaceiros alternassem com outros de sol radiante. Mas à hora do jogo o piso do Ringue dos Lápis encontrava-se seco e com condições excelentes para a prática de futsal. A equipa dos Agustinus, na ressaca de um jogo que apresentou inesperadas dificuldades na conquista dos 3 pontos contra os CNC DRAST, apresentava-se com a intenção de limpar a imagem e recuperar a confiança. A tarefa adivinhava-se fácil, perante um adversário que se encontra em último lugar e que até agora não mais tinha conseguido que ser goleado nos encontros anteriores.

No início, uma dúvida subsistente desde o jogo com os CNC DRAST: a utilização de João Reis na baliza dos A.A.C. O jogador apresentou-se com a mão ligada e fez um teste no aquecimento, apresentando algumas queixas. Daniel Alfaiate preferiu não arriscar um agravamento da lesão do seu guarda redes e escolheu a segunda opção, Telmo Nabais, para defender a baliza do A.A.C. João Reis estreou então a camisola 15 e alinhou como jogador de campo, posição onde pôde também mostrar os seus dotes. Bruno Correia por motivos pessoais, foi o grande ausente do encontro.

O A.A.C. alinhou com o seguinte 5 inicial:

  • Telmo Nabais
  • Pedro Vicente
  • Daniel Alfaiate
  • Daniel Teles
  • Luís Trindade

O jogo iniciou-se equilibrado com sobreposição táctica da equipa do A.A.C. mas com uma resposta superior em termos técnicos e anímicos dos Pupilos do Porra, talvez galvanizados pelo facto de se encontrarem perante uma das melhores equipas do torneio e, seguramente, a mais mediática.

A posse de bola pendeu para os Pupilos que tinham mais calma com a bola nos pés, enquanto o A.A.C. tentando inaugurar o marcador a todo o custo, faziam ataques rápidos e muitos deles precipitados acabando por não ter sequência. De qualquer forma, Luís Trindade lançou um primeiro aviso ao atirar a bola ao poste. Aos 7 minutos Hugo Lopes fez o inevitável para ele, marcar um golo. 1-0, um resultado que o A.A.C. até aí ainda não justificava. Foi então que, passado 1 minuto, Francisco Jesus, fez um remate que nem ia para a baliza, mas a meio embateu no peito de Hugo Lopes e enganou Telmo Nabais, dirigindo-se caprichosamente para dentro da baliza. Era o empate surpreendente dos Pupilos do Porra. Logo de seguida, aos 10 minutos, Daniel Teles fez o 2-1 e repôs a vantagem no marcador. Após os golos, o jogo continuou na mesma toada e, André Ganhão, teve o golo do empate nos pés mas na cara do guarda redes atirou ao lado. O A.A.C. voltava a mostrar a inoperância atacante do jogo anterior, e até ao intervalo esteve praticamente adormecida, com completa ausência de alma.

E assim, se chegou ao intervalo, com uma péssima exibição da equipa do A.A.C. que deixou a equipa dos Pupilos do Porra marcar um golo e fazer surgir na cabeça dos nossos jogadores o fantasma do jogo anterior contra os CNC DRAST. Daniel Alfaiate não perdeu tempo a questionar aos jogadores a sua atitude em campo e pediu mais garra e seriedade para a segunda parte.

E logo a abrir, aos 21 minutos, Daniel Teles deu o mote ao fazer o 3-1, refriando as intenções dos Pupilos do Porra de poderem conseguir uma remontada na segunda parte. Ainda assim, os Pupilos do Porra foram conseguindo atacar, apresentando melhorias em relação aos jogos anteriores, mas sem grande profundidade ofensiva, com os jogadores a agarrarem-se muito à bola e a optarem por remates sem nexo de meia distância. Para isso também contribuiu a boa organização defensiva do A.A.C. liderada por Pedro Vicente.

Aos 26 minutos, Daniel Alfaiate fez o 4-1, estreando-se a marcar na presente edição da liga JAPWin, golo que teve uma dedicatória especial para a bancada. Aos 28 minutos, Daniel Teles sofre falta dentro de área e grande penalidade. O melhor marcador da equipa presenteou o guarda redes Telmo Nabais com a oportunidade de marcar um golo, e este não a desperdiçou, aumentando a contagem para 5-1. Um minuto depois, Luís Trindade rematou ao poste e na recarga, outro Trindade, o da equipa dos Pupilos, Tiago Trindade fez um auto-golo. Era um período imparável do A.A.C. que aos 30 minutos fez o 7-1 por Daniel Teles, que fez o seu segundo hattrick nesta época. Até final, mais dois golos. Aos 34 minutos, Pedro Vicente fez o golo da tarde, com um remate de fora de área, para a gaveta. Aos 36 minutos, o merecido golo para Luís Trindade que, desta forma, fechou a contagem.

Foi uma vitória inquestionável para a nossa equipa, como os números atestam, mas que não agradou aos adeptos que se deslocaram ao Ringue dos Lápis, que estiveram sempre muito calados, visto que a equipa não puxava por eles. Os 3 pontos, esses, estão somados e a equipa ascende ao primeiro posto, preparando-se desde já para o jogo grande da próxima jornada contra os RV’s, um encontro que se adivinha de enorme carga emocional e que decidirá para já o campeão da primeira volta.

Análise individual:

Telmo Nabais: Foi uma tarde com pouco trabalho para o guarda redes de ocasião do A.A.C. Na primeira parte, teve ainda algumas preocupações, respondendo bem aos remates dos Pupilos. Sofreu ainda um golo, num lance infeliz, em que foi traído pela trajectória da bola. Notou-se aqui alguma falta de rodagem no lugar de guarda redes.

Pedro Vicente: A sua exibição foi regular, não teve uma única falha defensiva, e integrou-se bem na manobra atacante, conseguindo apontar um grande golo na segunda parte.

Daniel Teles: Foi o jogador que mais puxou pelo ataque da sua equipa e conseguiu com isso três golos. É o melhor marcador da equipa com 9 golos.

João Reis: Não podendo jogar na baliza, jogou na frente, mas foi pouco utilizado. Mostrou o voluntarismo que se lhe reconhece, e na segunda parte teve algumas arrancadas que podiam ter dado golo, mas não foi desta que João Reis conseguiu o seu golo.

Daniel Alfaiate: Seguro com a bola nos pés, esteve particularmente bem no ataque, embora sem criar grandes desequilíbrios. Conseguiu na segunda parte, finalmente, o seu primeiro golo da liga, com uma excelente finalização.

Hugo Lopes: É o único jogador que até agora marcou em todos os jogos do A.A.C. Desta feita, deixou o seu marco pessoal aos 7 minutos, inaugurando o marcador. Ficou pela primeira vez de fora do 5 inicial, mas assim que entrou, mexeu no jogo. Mais uma boa exibição do número 10.

Luís Trindade: Tanta vez o cântaro vai à fonte… Assim se pode descrever o jogo de Luís Trindade contra os Pupilos do Porra. Esteve bem enquadrado na equipa e atirou por 3 vezes a bola ao poste, dando uma delas origem a um auto-golo. Conseguiu já perto do fim alcançar o tão procurado golo.

Flash Interview:

No final desta partida, Hugo Lopes e Daniel Alfaiate fizeram a sua análise dos acontecimentos:

Carregue aqui para assistir ao flash interview no final do jogo

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CNC DRAST 2 – 4 Agustinus Athletic Club

Publicado por Agustinus Athletic Club em 21 Fevereiro 2007

CNC DRAST vs A.A.C.

Foi uma tarde de Carnaval, com meteorologia inconstante, que marcou o regresso do A.A.C. à liga JAPWin, após um interregno devido à folga na quarta jornada prolongado pelo adiamento do jogo do último fim de semana para esta terça-feira. E foi um regresso num campo bastante difícil, com a equipa da casa a sentir um forte apoio dos seus adeptos, talvez o maior até à data, passando a mensagem de que o nosso clube arrasta multidões. A equipa adversária tinha dois jogos disputados e ambos tinham acabado com a vitória dos CNC DRAST, sendo esse, por si só, motivo de respeito aliado à valia individual dos jogadores.

Mas do nosso lado estava também uma equipa na sua máxima força, pela primeira vez esta temporada, com o regresso de João Reis, que tinha duas vitórias e apenas um empate no terreno de um dos candidatos ao título e que queria manter o registo positivo neste jogo tentando amealhar mais três pontos e atingir o mesmo número de pontos que os líderes.

O 5 inicial foi o mesmo das primeiras duas jornadas, com João Reis na baliza e também Pedro Vicente, Telmo Nabais, Hugo Lopes e Daniel Teles. O jogo começou com as duas equipas cautelosas, mas claramente se começou a ver de quem iriam ser as despesas do jogo. A equipa dos CNC DRAST encolhia-se atrás, onde pontificava o capitão Hugo Silva, e o A.A.C. ia trocando a bola no meio campo adversário tentando abrir brechas numa defesa bastante fechada. As dificuldades em entrar na área eram notórias e os remates de meia distância começaram a surgir, sempre de forma algo atabalhoada. Excepção feita para um remate para golo de Telmo Nabais, rechaçado superiormente por Tiago Alberto para canto. Os CNC DRAST tentavam responder em lances de contra-ataque, mas sempre de uma forma individualista para não perder o equilíbrio atrás. A meio da primeira parte, o jogo foi interrompido por causa da chuva, que deixou o piso escorregadio mas, como foi chuva de pouca dura, o jogo reatou logo a seguir. E o A.A.C. surgiu diferente, mais perigoso nas trocas de bola e com os alas mais abertos. Duas oportunidades flagrantes apareceram nesse período, primeiro Telmo Nabais e de seguida Daniel Teles surgiram na cara do guarda redes Tiago Alberto mas falharam o desvio para a baliza. Destaque ainda para um remate de Daniel Teles que atingiu em cheio a face de Tiago Alberto e o deixou estendido no asfaltado durante alguns minutos a receber assistência.

Até que em cima do intervalo, aos 19 minutos, Luís Trindade surgiu solto na área, preparou o remate para o pé direito, Hugo Silva tentou em desespero a dobra, mas Luís Trindade puxou a bola para o pé esquerdo e com um remate imparável inaugurou o marcador. Numa altura importantíssima do jogo, o A.A.C. conseguia finalmente a vantagem no marcador, que já justificava pelo que tinha feito na primeira parte.

E assim se chegou ao intervalo. 1-0 no marcador, uma primeira parte que não primou pela qualidade do futsal das duas equipas, mas que mostrou um A.A.C. dominador e um CNC DRAST cheio de garra. As bancadas estiveram muito calmas, revelando-se apenas exaltadas nos momentos em que Tiago Alberto intervia no jogo.

A segunda parte recomeçou como a primeira. Ritmo de jogo imposto pelo A.A.C. mas com a equipa dos CNC DRAST um pouco mais subida no terreno. E aos 22 minutos, Bruno Correia, após uma bonita jogada de envolvência, passou no um para um por Hugo Silva e na cara do irmão Tiago Alberto desferiu um remate rasteiro sem dar hipóteses de defesa. Era o 2-0 e uma vantagem mais confortável para o A.A.C.

O encontro parecia direccionado para um único destino. Mas a equipa do A.A.C. a partir desta altura ficou irreconhecível, optando por uma estratégia algo similar à do adversário na primeira parte, com uma circulação lenta de bola e pouca agressividade no ataque. O efeito desta postura, que pretendia adormecer o adversário, foi o contrário. Os CNC DRAST começaram a ganhar confiança, agigantaram-se no ataque e começaram a pressionar. A equipa do A.A.C. pouco ou nada fazia para inverter a situação, um pouco encostados à sombra do resultado. As oportunidades dos CNC DRAST sucediam-se e ao minuto 27, Ricardo Celso, o homem que pegou na equipa, principalmente nesta fase, ganhou a linha e cruzou para Rui Pires que teve tempo para dominar e atirar por baixo do corpo de João Reis para o fundo da baliza.

Nesta altura, o resultado tornou-se demasiado perigoso e os adeptos e simpatizantes do CNC DRAST ficaram eufóricos acreditando que ainda era possível pelo menos o empate. E a resposta que se exigia ao A.A.C. acabou por não acontecer muito por mérito do adversário. As oportunidades não eram muitas, mas o A.A.C. não conseguia sair a jogar do seu meio campo. E aos 34 minutos, o incrível aconteceu. Jogada pela direita de Tiago Joel, remate para uma defesa em que João Reis apenas consegue dar uma sapatada para o meio e Ricardo Celso, na boca da baliza, viu a bola embater-lhe nas pernas e ir parar ao fundo da baliza. 2-2 e apenas 6 minutos para jogar.

Para os CNC DRAST soou a trompa para o recolher das tropas, mas a equipa do A.A.C. pouco esclarecida, não conseguia beliscar a organização dos CNC DRAST. Mas a partir dos 36 minutos, quando Daniel Alfaiate fez a equipa regressar ao 5 inicial, a equipa voltou ao que todos conhecem, e com uma pressão asfixiante foi colocando a equipa dos CNC DRAST em extremas dificuldades. Era um final de jogo de sentido único, com os jogadores do A.A.C. a dar tudo em campo. Pedro Vicente poderia ter dado o triunfo quando tirou dois adversários do caminho mas o seu remate deixou a baliza a abanar após a bola bater na trave da baliza de Tiago Alberto.

Aos 38 minutos, o esforço teve recompensa. Hugo Lopes na direita meteu no meio para Telmo Nabais, que sem perder tempo abriu para Daniel Teles à esquerda, este cruzou para a área e o próprio Hugo Lopes, que tinha começado a jogada, foi também quem concluiu, colocando a bola dentro da baliza, já pressionado por Hugo Silva. 3-2 e a dois minutos do fim os 3 pontos pareciam finalmente destinados. Nas bancadas ouvia-se um silêncio ensurdecedor. Houve ainda tempo para o melhor marcador Daniel Teles marcar um quarto golo aos 39 minutos com um remate forte e seco, após assistência de Hugo Lopes, acabando com as dúvidas que ainda pudessem existir.

Foi uma vitória justa, pela primeira parte e pela personalidade demonstrada nos minutos finais pelo A.A.C. mas foi excelente a réplica dada pela equipa da casa e foi por um triz que não conseguiam os seus objectivos. No final do jogo sentia-se no seio da nossa equipa que o dever estava cumprido após uma batalha épica, debaixo de uma forte pressão das bancadas.

A equipa iguala os RV’s no topo da classificação com 10 pontos, e segue bem lançada no apuramento para os playoffs. Realce ainda para o espírito de sacríficio de Daniel Teles e Telmo Nabais que, desaconselhados pelo departamento médico após lesões na tibiotársica e respectivo estiramento dos ligamentos, jogaram limitados mas arriscaram a sua integridade física em prol da equipa.

Análise individual:

João Reis: Teve pouco trabalho, quando foi chamado respondeu sim, à excepção do primeiro golo onde podia ter estado um pouco melhor na mancha. No segundo golo, nada havia a fazer.

Daniel Alfaiate: Daniel Alfaiate voltou a estar pouco tempo em campo, quando esteve foi regular e ainda teve tempo para algumas acções individuais.

Daniel Teles: Talvez devido à sua inferioridade física, não esteve tão acutilante nas acções ofensivas, mas valeu o espírito de sacrifício e, no final o golo da ordem. Tempo ainda para uma assistência para o golo de Hugo Lopes.

Luís Trindade: Esteve muito bem na primeira parte, onde marcou um golo soberbo. Na segunda parte esteve uns furos abaixo do seu nível, desconcentrando-se por vezes.

Pedro Vicente: Demonstra uma maturidade impressionante, este jogador de… 15 anos. Hoje não esteve tão bem como nos outros jogos, mas foi sempre um desequilibrador e merecia o golo quando rematou à barra.

Bruno Correia: Hoje tivémos de volta este grande jogador. Após a reaparição no jogo passado, hoje apontou um golo impressionante, principalmente pela forma como ultrapassou um dos melhores defesas do campeonato. Não fugiu à apatia generalizada do segundo tempo.

Telmo Nabais: Foi o elemento mais rematador da primeira parte, mas sem efeitos práticos. Na segunda parte, foi se calhar o jogador mais apático, sendo ele o principal transportador de bola, e demonstrou pouca mobilidade, principal característica. Nos 4 minutos finais, mostrou atitude completamente diferente, para melhor.

Hugo Lopes: Esteve em 3 dos 4 golos da equipa, marcando um deles. Foi, talvez, o melhor jogador da nossa equipa nesta partida, segurando muito eficazmente a bola. No período final foi arrasador.

Flash Interview:

No final do encontro, o guarda redes João Reis e o treinador Daniel Alfaiate fizeram a sua análise aos acontecimentos desta tarde de Carnaval:

Carregue aqui para assistir ao flash interview no final do jogo

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Inédito…

Publicado por Agustinus Athletic Club em 19 Fevereiro 2007

São duas equipas que chegaram às meias finais do torneio JAP de 2006, sob os nomes de ‘FC Samaria’ e ‘Inquiacos’, mas nunca se cruzaram e, portanto, este será o primeiro confronto entre duas equipas consideradas da mesma craveira, tanto pelo historial, como pelo que têm demonstrado na presente temporada.

Adivinha-se um jogo bastante disputado, com a folia de Carnaval posta completamente de parte, e onde a única diversão para os CNC DRAST será a vitória. Daí esta partida ser encarada pelos nossos jogadores como, talvez, a mais difícil da temporada e, a ver vamos, se esta interrupção no campeonato para a nossa equipa não poderá ser prejudicial. De maneira a que isso não aconteça, o jogo está a ser preparado com a maior seriedade possível pelo treinador Daniel Alfaiate, em treinos à porta fechada. A única informação que pudemos apurar foi que os treinos foram bastante intensos fisicamente, tendo provocado mazelas em alguns jogadores, não parecendo estas de carácter impeditivo para o jogo com os CNC DRAST.

Desta feita, estará de regresso o guarda redes João Reis à equipa, pedra fundamental no seio deste grupo, após a ausência no jogo contra a equipa dos Bifloretas Católicas.

É portanto uma equipa na máxima força para um jogo dificil, mas para ganhar, como todos os outros jogos onde a equipa dos Agustinus Athletic Club participa.

A não perder…

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